15 de janeiro de 2017

8 meses de Matias.

Pois é, o nosso patuscão fez ontem oito meses :D Com oito meses, o nosso grandão bão é assim:

* Alimentação

08.30h: 210ml de leite;
11.30h (na creche): sopa, prato e fruta;
15.00h (na creche): papa;
18.00h (já em casa): sopa e fruta;
20.00h (antes da caminha): 210ml de leite (já estávamos a dar 240ml, mas ultimamente o Matias tem deixado bastante leite no biberão).

Continua a comer muito bem. Adora fruta. Ainda está a ambientar-se a esta novidade estranha do prato (fizemos arroz com peito de frango picado e brócolos, mas deve ter ficado com bocados demasiado grandes porque o miúdo parece ter algumas dificuldades com aquilo). Gosta da sopa e adora a papa (possivelmente porque tem fruta). Daqui a nada vai começar a comer iogurtes. Decidimos que não vamos fazer iogurtes em casa para já (para não sermos mais papistas que o papa), mas vamos comprar iogurtes naturais sem açúcar. A alimentação é de longe a parte que mais trabalho nos dá: mesmo fazendo as sopas e as papas para quatro dias, dá-me sempre a sensação que estamos sempre a cozinhar coisas ou a alimentar o miúdo :D

Papa com farinhas integrais de espelta, quinoa e aveia e cerejas :D O Matias adora cerejas :D
Pronto para as comidinhas :D
* Sono

Depois de uns bons tempos (meses!) a dormir entre doze e catorze horas seguidas todas as noites (snif), o Mati decidiu passar as últimas duas semanas a acordar um montão de vezes, geralmente porque anda aos trambolhões na cama e depois precisa de ajuda para voltar à posição inicial. De Sexta para Sábado eu e o Pedro levantámo-nos dez vezes (DEZ. VEZES.), ontem eu nem me levantei e o Pedro só precisou de se levantar uma vez, depende dos dias. No fundo o Mati continua a dormir doze horas por noite... Já não são é seguidas! :) Mas eu acho que é uma questão de tempo até ele voltar à rotina habitual (sou uma optimista!) :) De dia dorme das 9.30h às 10.30h e das 12.00h às 15.00h (na creche) e das 16.30h às 18.00h (em casa).

Gosto de dormir! :D
* Creche

Na Segunda-feira à tarde telefonaram-me porque o Matias estava novamente com febre. Ora entretanto quando o Pedro o foi buscar (meia hora depois de me terem ligado) o miúdo estava super bem disposto, e como não fez febre em casa na Terça-feira levei-o para a creche na mesma. Só tinha consultas das 14 às 15h (estava a trabalhar na mesma, mas não a dar consultas), por isso disse que se ele fizesse febre novamente podia perfeitamente ir buscá-lo sem problemas... E o facto é que ele não fez febre, nem na Terça nem nos dias seguintes. Esta semana foi à creche todos os dias e aparentemente está a correr tudo muito bem :D

A mochila gira da creche (que também usamos quando saímos) :D Comprei em Londres :D
* Rotinas

Com a entrada na creche as rotinas mudaram um bocadinho. De manhã acordo o Mati às 8.30h, tratamos das coisinhas (vestir, lavar dentinhos, dar leitinho, por aí) e às 9.00h estamos na creche. Às 16h o Pedro vai buscar o Mati. Geralmente ele vai dormir pouco depois de chegar a casa, acorda entre as 17.30h e as 18.00h, janta e brincamos em família. Às 19.30h começamos as rotinas do deitar (banhinho, leitinho) e às 20.00h o Matias já está na caminha. Sinto que durante a semana tenho muito pouco tempo para estar com ele (e chego a casa às 17.00h porque tenho horário reduzido até Maio!), mas tento compensar brincando muuuuuuito :)

* Personalidade

O Matias é um bebé super curioso. Adora mexer-se. Na creche dizem-nos todos os dias que ele é o miúdo com mais energia que lá está, e na verdade nós conseguimos perfeitamente perceber isso: enquanto os outros miúdos estão sentados a brincar ou aconchegados na espreguiçadeira o nosso filho anda lá a gatinhar de um lado para o outro (o que nós chamamos carinhosamente de 'fazer piscinas') :D Também continua a babar-se imenso :D Não gosta muito de colinho e gosta de fazer malandrices (o que já lhe valeu a alcunha de 'Matias Malandrias') :D Gosta de livros com música e de instrumentos musicais no geral (cá em casa já temos dois pianos, um xilofone, um tambor e uma mesa com dez instrumentos musicais!). Já vai fazendo a reacção ao estranho, mas no geral até é um miúdo simpático.

Matias a ler (=comer) os livros de viagens da mamã :D
Matias com o seu brinquedo preferido do momento: a mesa com dez instrumentos :D Ele adora particularmente o disco de DJ :D
* Dentinhos

Já tem quatro: dois em cima e dois em baixo :D

* Desenvolvimento no geral

Já gatinha muito bem (na verdade já gatinha muito bem desde os seis meses) e também já se senta bem. Vai fazendo uns movimentos para se levantar e gosta muito de estar de pé, principalmente no parque. Achamos que vai andar razoavelmente cedo, mas podemos estar enganados. Por outro lado, para além de uns 'uauaua' não diz grande coisa, por isso acho que o miúdo saiu ao pai e vai ser mais reservado (que bom #not).

Mati a ver o papá a tocar piano :)
* Actividades preferidas

Acabámos por ainda não o levar à natação porque durante a semana há pouco tempo e ao fim-de-semana apetece-nos ficar a curtir o nosso bebé sem grandes planos estruturados. Vamos passear com ele se nos apetecer, ficamos em casa no quentinho se nos apetecer... Enfim, achámos que ter uma actividade fixa não era assiiiiim tão importante nesta fase (principalmente porque ele é um miúdo que precisa de dormir muito, por isso temos que nos adaptar aos ritmos dele). No entanto, brincamos imenso os três, lemos muitos livros, passeamos, cantamos, vamos à biblioteca, vamos comer fora... O Matias adora passear, principalmente se for na Boba ou ao colinho :)

* Saúde

Depois da constipação/febre que o Mati teve logo na primeira semana da creche, continua ranhoso, mas nada de especial. Temos abusado do soro e das aspirações (que ele odeia), mas tem estado tudo razoavelmente controlado :)

E pronto, é isto :D Está um fofo o nosso miúdo :D

10 de janeiro de 2017

Projectos de viagem para 2017

E porque nem só de senhor Matias se faz a minha vida (infelizmente, garanto que não me importava assim tanto!), por aqui também já começámos a planear as viagens de 2017.

Em 2016 não viajei tanto como gostaria, mas também não houve grande oportunidade para isso: entre a baixa numa fase ainda precoce da gravidez e toda a logística de lidar com um bebé pequenino (não que agora o Mati seja propriamente um bebé grandão, mas vocês percebem a ideia), a disponibilidade mental e física (e monetária!) para viajar não foi muita.

Entretanto chegou 2017, as rotinas foram acalmando e a vontade de correr o mundo voltou a bater com força. Assim sendo, achei que seria engraçado fazer uma lista dos projectos de viagem que temos para este ano, especialmente porque no fim vamos fazer outras coisas completamente diferentes e depois vai ser giro ler este texto e rir-me da minha ingenuidade. Cá vai!

* Santorini. Finally! A viagem está marcada e o hotel está reservado, mas já aconteceu tanta coisa durante o planeamento desta bodega que sinceramente só acredito quando encostar o lombinho numa cadeira na varanda e ficar a olhar para os telhados azuis com um iogurte grego na mão. Vai ser uma viagem maioritariamente para descansar em família, por isso não há grandes planos megalómanos.

* São Petersburgo e Moscovo. Em princípio vai ser a nossa viagem romântica do ano. Ainda estamos a debater-nos com os detalhes (até porque eu quero ir em Junho para ver as 'Noites Brancas' e o Pedro quer ir em Agosto para aproveitar a altura mais parada no trabalho dele), mas estamos muito entusiasmados com a ideia.

* Miami e Orlando. Depois de meses de discussões, em princípio será este o destino da nossa viagem com a Joana e com o Bernardo deste ano. Mais uma vez ainda estamos a debater-nos com os detalhes (até porque queremos todos fazer tudo - cruzeiro nas Bahamas! Wizarding World of Harry Potter! Walt Disney World! Everglades! Com o Matias! #yolo) e possivelmente vamos mudar de ideias umas trinta mil vezes, mas por agora parece ser o destino deste ano.

* Serra da Estrela. Depois daquele dramalhão de ter atolado o carro no meio da serra sozinha e grávida, ficou prometido que íamos voltar com o Matias. Estamos a planear fazê-lo no fim do ano.

* Colar-me nos congressos do Pedro. Sempre tão bom :D E agora tenho companhia :D

* Colar-me nas férias dos meus pais. Creio que ainda não há destino para este ano, mas no ano passado optei por não ir (eles foram ao Japão e achei arriscado marcar tudo antes do Matias nascer e ir com um miúdo de três meses) e arrependi-me. Este ano talvez vá, depende do local :)

* Fazer mais um fim-de-semana de compras de Natal. Depois de Paris (em 2014) e de Londres (em 2016) estou a sentir um sítio com neve :D Aceitam-se sugestões :D

E pronto, aparentemente vai ser um ano promissor. Vamos ver como corre :D

9 de janeiro de 2017

Matias e a creche #1

O Matias foi para a creche pela primeira vez no dia 28 de Novembro. Acordou às 15h da sua sestinha, eu dei-lhe o leitinho, levei-o para a creche e ele lá ficou até às 16.30h, a gatinhar de um lado para o outro. Nesse dia acabei por ficar lá (não foi de propósito, mas fiquei na conversa com a educadora) e notei que ele ia olhando para mim de vez em quando. Quando começou a ficar rabugento (ele só aguenta 1.30h acordado, na loucura das loucuras 2h) trouxe-o para casa, deitei-o, ele dormiu 2h seguidas e eu dediquei-me a chorar em posição fetal enrolada numa manta.

Três dias depois o Matias ficou doente e a virose varreu-nos a todos de tal forma que ficámos de molho durante semanas.

No dia 21 de Dezembro achámos que já parecia seguro o Matias voltar. O Pedro estava em casa com ele na altura e levou-o à creche à mesma hora. Optou por vir embora, mas quinze minutos depois ligaram-lhe porque o Matias não parava de chorar (estava com sono).

Fiquei muito angustiada. O miúdo ia entrar na creche a tempo inteiro no dia 2 de Janeiro, e embora seja um bebé 'fácil' (ou vá, não é 'difícil') a verdade é que é preciso perceber como é o funcionamento dele (precisa de dormir, não gosta de colo, adora explorar). Vai daí, combinámos com a creche que na semana seguinte o Mati passaria a ir todos os dias.

Na Segunda-feira chegou às 10.30h e veio embora às 12h. Na Terça e na Quarta veio embora às 15h (ou seja, brincou, almoçou e dormiu a sesta). Na Quinta e na Sexta chegou às 11.30h e veio embora às 15.30h (ou seja, também lanchou). E nós estávamos felizes da vida: mal o Matias via as educadoras desatava a rir-se, vinha sempre muito animado e estava a adaptar-se lindamente (comia bem, dormia bem, brincava, etc.).

E chegou a Segunda-feira seguinte, o dia em que o Matias entrou 'oficialmente' na creche. Ele acordou muito ranhoso e rabugento, foi o caminho todo a rezingar e quando o deixei na sala largou num pranto enorme. E eu? Eu tive de vir embora. Tive de deixar o meu filho a chorar de forma inconsolável e vir embora.

Chorei compulsivamente durante toda a viagem para o trabalho. Não sabia o que fazer. Não tinha ninguém com quem falar. Achava que ninguém iria perceber a minha angústia. Eu própria não percebia a minha angústia. Racionalmente sabia que não tinha outra hipótese, que tinha de trabalhar e que o miúdo ia ficar bem depois de dormir uma sestinha. Mas não conseguia lidar com aquilo. Não conseguia parar de pensar no meu filho ali, a chorar.

Desmarquei as minhas consultas da tarde (eu própria estava doente nesse dia também) e decidi ir buscá-lo depois do almoço. E eis que me ligam ao meio-dia a dizer que o Matias estava com febre.

O miúdo acabou por ficar doente (e em casa) durante toda a semana com febre e ranhoca (um dia falo sobre isto de sermos pais e médicos, mas devo dizer que é bestial). Nós fomos conseguindo ficar em casa (um ia trabalhar de manhã e o outro de tarde e a minha sogra veio para Lisboa para nos cobrir alguns buracos).

Hoje voltou à creche e foi bem mais fácil. Ficou todo sorridente, muito mais animado... E eu vim embora bem mais descansada também. Ainda não tinham passado nem dez minutos quando me ligaram a avisar que me tinha esquecido do blankie (na verdade achei que tinha deixado um lá na semana anterior), por isso lá voltei para trás. E eis que me ligam às três da tarde a dizer que o Matias estava com febre. Outra vez. Já não tinha febre desde Quinta-feira passada, mas pelos vistos conseguiu apanhar uma virose diferente.

A sorte é que até febril o miúdo é um bem dispostão.

Por isso aqui está a nossa experiência na creche até agora. Não tenho qualquer razão de queixa e o miúdo parece estar a gostar, mas está complicado mantê-lo lá sem apanhar nenhuma virose.

Esperemos e rezemos.

Como é fazer anos em plena altura de festas.

Acabei de encontrar açúcar dentro do meu ouvido.

Açúcar.

Descansa em paz, dieta.

6 de janeiro de 2017

Hoje faço 28 anos.

Resumo dos 23 anos
Resumo dos 24 anos
Resumo dos 25 anos
Resumo dos 26 anos

O que dizer sobre os meus 27 anos?

Fui mãe. Pumbas, podia terminar este texto aqui mesmo. Ter sido mãe transformou o último ano no melhor ano da minha vida. O ano em que a nossa família cresceu. O ano em que o Pedro se tornou no pai do nosso filho. O ano em que os meus pais nasceram como avós. O ano em que segurei pela primeira vez (de muitas) o meu patuscão nos meus braços.


Podia terminar este texto aqui mesmo. Mas não vou fazê-lo. Porque este ano esteve repleto de sonhos, de vitórias, de alegrias e de desafios.

Vivi em cheio a minha gravidez. Tive um baby shower fantástico. Fiz uma sessão fotográfica da gravidez. Fiz duas ecografias 4D. Parti um braço uma semana antes do Matias nascer. Eu e o Pedro fizemos dois anos de casados. Toquei numa vaquinha (histeria!). Voltei às aulas de canto. Passámos o nosso primeiro Natal a três. Tivemos a melhor passagem de ano de sempre, com direito a amigos, a Legos do Star Wars e a vodka bom da Polónia.


Fizemos uma babymoon em Sesimbra, com direito a programa a dois no spa, muita comidinha boa e um hotel maravilhoso. Passei um fim-de-semana delicioso na Figueira da Foz. Passeei por Viseu. Passei um fim-de-semana na Barragem da Aguieira. Passámos uns dias fantásticos no Alentejo. Passámos uma semana estrondosa a conhecer São Miguel. Namorámos em Veneza durante três dias incrivelmente românticos. Fui fazer compras de Natal em Londres. Não viajei tanto como gostaria, mas já temos um montão de planos para os próximos meses.

Sesimbra
Figueira da Foz
Viseu
Barragem da Aguieira
Hotel Vale do Gaio

São Miguel
Veneza
Londres

Passei uma tarde fantástica em Belém. Fiz um piquenique em Monsanto com os meus amigos. Fui à Feira Medieval de Vila Franca de Xira. Apresentámos o Matias a Belém. Passeámos pela Quinta das Conchas. Fui à Festa do Japão. Passeámos por Lisboa e fomos aos Santos. Vimos morcegos no Castelo de São Jorge. Andei de veleiro no rio Tejo. Passámos um fim-de-semana em Alcobaça para assistir ao casamento de dois grandes amigos nossos. Passeámos em Cascais.





Visitámos o Aquário Vasco da Gama. Fomos ao Badoca Safari Park. Vimos golfinhos e baleias em São Miguel. Fomos à Tapada de Mafra. Visitámos novamente a Aldeia da Mata Pequena. Visitei o Pavilhão do Conhecimento. Não fui à Feira do Mirtilo, mas os meus pais foram e trouxeram-me três quilos de mirtilos. Fomos às Caldas da Rainha e passeámos pela Lagoa de Óbidos.






Fiz duas sessões de flutuação maravilhosas no Float In, uma delas com direito a uma massagem relaxante absolutamente divinal. Fiz acupunctura pela primeira vez, adorei e repeti a experiência umas semanas depois. Fiz uma massagem nas costas. Fui ao cinema ver o Hateful Eight e o Deadpool e adorei ambos. Fiz um workshop de massagens para bebés. Vimos todos os jogos do Euro e celebrámos a vitória de Portugal. Assisti à Carmen no Teatro Nacional de São Carlos e gostei tanto que se tornou na minha ópera preferida. Vi o Rogue One no dia da estreia. Fui ao futsal ver o Sporting algumas vezes.


Voltei ao Fondue para comer carnes esquisitas. Regressei várias vezes ao meu restaurante nepalês preferido. Voltei ao Ramiro. Enchi a barriguinha de éclairs da L'Éclair. Fui ao Mercado da Ribeira e experimentei a Croqueteria. Descobri uma gelataria divinal, a Gelato Davvero. Entupi-me no rodízio de peixe da Baía do Peixe. Regressei à Sacolinha. Conheci um novo restaurante mexicano, o Las Fincheras. Conheci finalmente o Tartine. Fui à Cerveteca (onde não pude provar nada porque estava grávida).


Desgracei-me várias vezes no Glood, o supermercado internacional. Fui ao meu restaurante de sushi preferido, o School (que entretanto fechou!). Conheci a Queijadaria. Fizemos um lanche com a Joana e o Bernardo. Matei saudades de gin tónico. Organizámos um brunch temático do mirtilo. Ficámos barricados em casa a ver os Jogos Olímpicos. Jantei pela primeira vez na Adega das Gravatas. Tive a pior ressaca de sempre com um dos melhores vinhos de sempre. Fui ao brunch no Ritz. Experimentei o Butcher's e a Nova Peixaria. Conheci o gelado de caramelo da Oficina do Gelado.



Continuei a cortar sonhos da minha lista de 101 coisas para fazer em 1001 dias e filmes da lista de 250 melhores filmes do IMDb. Remodelámos a casa toda. Chateei-me (várias vezes) por causa das obras. Iniciei-me na pintura de mobília. Comprámos uns quantos electrodomésticos novos (sempre uma animação!), entre os quais um exaustor novo que montámos com a ajuda do meu primo naquele que foi um serão memorável. Lavei o meu carro à mangueirada. Cantei no coro no casamento de dois amigos nossos. Vi o Sporting ser campeão de futsal. Comprei a Death Star da Lego.

Fiquei sem carta de condução durante um mês porque passei um traço contínuo. Atolei o carro sozinha no meio da Serra da Estrela. Espatifei duas portas do carro no espaço de uma semana. Raspei o meu carro num rail (foi um ano difícil para o meu carro, coitadinho).

Celebrei o meu aniversário com as minhas pessoas. O Bernardo mudou-se para Coimbra. Revi um grande amigo com quem já não estava há oito anos e desde então temos jantado juntos com frequência. Os colegas de trabalho do Pedro organizaram um jantar surpresa para nós. Estive no baby shower de uma amiga e acompanhei-a durante a gravidez e posterior nascimento da Madalena, a segunda bebé do nosso grupo de amigos. O meu pai fez 60 anos. Festejámos o Halloween a rigor


Fiz novamente um cheesecake paleo, desta vez de lima e limão. Cozinhei macarons de limão, de limão e chocolate negro, de framboesa, de doce de leite, de mirtilo e de maracujá. Fiz um jantar temático francês. Partilhei com o Pedro uma cookie XXL. Deliciei-me com uns queques com swirl de curd de framboesa e crumble de coco. Fiz novamente bolo de bolacha para o aniversário do Pedro. Fiz bolachas com peanut butter cups. Experimentei pela primeira vez chocolate caseiro. Fiz uns banana cinnamon rolls divinais e umas barrinhas de nozes pecan decadentes. Deliciei-me com umas quantas pavlovas.





Amei. Sorri. Vivi. Cresci. Aprendi. Sonhei. Viajei. Comi. Dormi. Partilhei. 

Hoje faço 28 anos e sei que a aventura ainda agora começou.

29 de dezembro de 2016

Natal 2016 #1

Pumbas, cá vai a terceira publicação do dia, também chamada de 'temos-de-ir-arrumar-a-cozinha-e-estamos-a-procrastinar-com-coisas-idiotas-tipo-escrever-no-blog-e-jogar-FreeCell'.

Num dos comentários na publicação sobre o Natal, a Gisela dizia que tinha ficado com pena porque eu não tinha falado sobre os preparativos para o Natal cá de casa (à semelhança de anos anteriores). Há essencialmente três razões para isso: desde o dia 9 de Dezembro que estou doente (primeiro com a maior gripe da minha vida que foi uma prendinha do senhor Mati e agora com a pior sinusite que já tive), andámos altamente empenhados nas arrumações da casa e tenho andado super preguiçosa para escrever aqui no blog (como certamente já terão reparado).

Agora as coisas parecem estar finalmente a acalmar um bocadinho, por isso aqui vão as fotos da nossa decoração de Natal deste ano. Ao contrário do habitual não fizemos presépio (porque é literalmente impossível enfiar o presépio na nossa sala neste momento), mas por outro lado temos uns bonequinhos novos na árvore :D


O espaço de brincar do Mati.

Durante a gravidez lembro-me de termos andado a ver parques de actividades. Ora eu nunca tive nenhum e o meu irmão também não e por isso parecia-me algo desnecessário, mas como tanto o Pedro como a irmã tiveram e adoravam achei que podia ir espreitar. Na altura o conceito fez-me bastante confusão, e fui rápida a dizer ao Pedro que me recusava a ter aquilo que apelidava de 'prisão para bebés'.

Até ao dia em que o Matias decidiu gatinhar mais de dois metros e lamber uma ficha tripla enquanto eu estava a aquecer a sopa na cozinha (durante literalmente um minuto).

E de repente, o que era antes 'que horror, parece uma prisão para bebés!' passou a ser um 'ai que interessante, uma prisão para bebés! Querooooooo!' :D

Curiosamente, o simples facto de termos comprado o parque mudou toda a nossa casa. Tivemos de reorganizar o espaço de brincar do Matias e a sala e decidimos aproveitar para reorganizar as restantes divisões da casa nos dias seguintes, o que originou duas semanas intensivas de arrumações!

Actualmente o espaço de brincar do Matias está como podem ver abaixo. Só usamos o parque quando precisamos de ir a algum lado (à cozinha, à casa-de-banho, etc) e não queremos regressar para um cenário de guerra. De resto o Matias anda completamente à solta, a gatinhar pela sala e pelo corredor fora :D 

A prisão de bebés :D

Matias, o leitor #4

Cá em casa a febre dos livros continua, e agora compramos em média três livros infantis por semana. A situação tornou-se tão dramática que vimo-nos obrigados a deixar de trazer livros da biblioteca porque começámos a achar que isso estava a dar-me ainda mais ideias de livros giros para comprar :D

Aqui vão alguns dos livros que temos lido com mais frequência cá em casa :D


Come a sopa, Matias, come a sopa #4

Aos sete meses e meio o Matias já comeu:

Sopa: batata, batata-doce, abóbora, cenoura, cebola, alho, alho francês, courgette, chuchu, alface, couve-flor, couve-roxa, couves-de-bruxelas, couve-branca, couve-galega, couve-coração, brócolos e beringela. Na verdade acho que já inserimos tudo à excepção das leguminosas e dos vegetais que só se podem inserir depois de eles terem um ano (espinafres, agriões, etc).

Cereais integrais: milho, trigo, aveia, espelta, quinoa, arroz e centeio.

Carne: frango e peru. Optámos por não inserir o coelho (nem agora nem nunca, vai contra os meus princípios).

Peixe: pescada (somos pouco imaginativos aqui, nós próprios comemos pouco peixe...).

Fruta: maçã, pêra, banana, manga, papaia, ananás, coco, uva, goiaba, dióspiro (do mole e do duro), laranja, tangerina, clementina, lichia e cereja. A fruta parece ser de longe aquilo que o Matias mais gosta, e até a maçã (que ele não apreciava de todo antes) agora parece entusiasmá-lo (passámos a dá-la crua ralada em vez de cozida). Deixámos de lhe dar as frutas em puré e passámos a dar aos bocados e ele está a ambientar-se bem :)

Já provou também pão de trigo, pão de centeio, iogurte natural, queijo de cabra e bolachinhas de gengibre feitas por mim.

A rotina alimentar dele passou a ser assim:

Pequeno-almoço: Leite (210ml).
Almoço: Sopa com carne ou peixe (160ml) e fruta
Lanche: Papa com fruta (160ml).
Jantar: Sopa com carne ou peixe (160ml) e fruta
Antes da caminha: Leite (240ml).

Daqui a nada vamos inserir o segundo prato e confesso que estou com algum receio. Nisto da diversificação alimentar fico um bocadinho com a sensação que ainda mal nos ambientámos à mudança anterior e já estamos a alombar com outra nova!

Mas tem sido uma aventura muito gira, embora a Joana (a minha amiga e pediatra do Mati) deva andar pelos cabelos com as nossas dúvidas 'e o tomate?' 'e a alfarroba?' 'e o cacau, é uma fruta ou um fruto seco?' 'e as anonas, podemos dar agora?' 'não podemos dar framboesas ainda, mas podemos dar mirtilos?' :D

28 de dezembro de 2016

O primeiro Natal a três.

Fomos para o Porto. O Matias esteve sempre super bem disposto (patuscão da mami). Vimos os dois primeiros filmes dos Piratas das Caraíbas, montámos Legos, tirámos fotos, comemos demasiados bolinhos de abóbora da minha avó e visitámos uma tia que já não via há anos.

À meia-noite ajudei a carregar os presentes para o tapete da sala e fiquei a ver enquanto todos abriam as suas prendas (menos o Mati claro, que já estava a dormir desde as oito da noite). No fim abri as minhas. A Death Star da Lego. O iPhone 7. A Boba. Uma mala da Kenzo. Três pijamas polares. Um roupão. Três pares de collants quentinhos. Uma garrafa de gin (a minha fama de copofónica já é mítica). Um livro... Sobre gin. Duas camisolas cor-de-rosa. Um par de sapatilhas cor-de-rosa (#grownuplife).

Quando nos deitámos, o Pedro perguntou se eu estava feliz. E eu percebi por que razão estive tão pouco entusiasmada para o Natal este ano: para mim, agora todos os dias são Natal.

Já tenho tudo aquilo que preciso. Tenho um marido que amo e que me ama, tenho o filho mais lindo do mundo, tenho uma família bestial, tenho bons amigos. Tenho um trabalho que me preenche e do qual gosto na maioria dos dias. Tenho uma casa. Tenho saúde. Faço as coisas que gosto. Sou feliz.

Este ano, o Natal foi para mim um dia como os outros. Porque para mim agora todos os dias são Natal.

A Death Star da Lego vai ser montada na passagem de ano com a Joana e o Bernardo. O iPhone é fixe. A Boba é incrível. A mala está arrumada para quando eu me tornar numa adulta a sério. Os pijamas polares são super quentinhos. O roupão anda a ser o meu melhor amigo nestes últimos dias (estou doente outra vez!). Ainda não usei os collants novos. Ainda não abri o gin, mas já li o livro todo. Já usei uma das camisolas. Ainda não experimentei as sapatilhas.

No dia 30 vamos fazer o 'nosso' Natal e vamos abrir as prendas que comprámos um para o outro, mas eu não estou particularmente expectante. Vai ser um dia como os outros. Para mim, agora todos os dias são Natal.

19 de dezembro de 2016

Babywearing (e a Boba)

O babywearing é um tema que me apaixona particularmente, e quando o Matias tinha dois meses falei um bocadinho das nossas experiências aqui.

Na altura íamos alternando entre a mochila e o pano, e o carrinho ficava quase sempre encostado em casa. Entretanto o Matias fez sete meses... E o carrinho fica quase sempre encostado em casa na mesma. Quando vamos comer fora levamos o carrinho para o Mati ficar mais confortável, mas sempre que vamos passear o miúdo vai na mochila, no pano... Ou no colo! :)

Entretanto comecei a achar pouco prático levá-lo no pano. Não o sentia particularmente confortável, a logística do pano não é muito fácil e queria algo que conseguisse colocar e tirar num piscar de olhos. A mochila também não me enchia completamente as medidas, até porque sempre foi mais o Pedro a usá-la e não estou tão habituada.

Um dia fui lanchar com a Denise (olá Denise!), uma leitora aqui do blog. A dada altura decidimos dar um passeio, e eis que ela colocou o Liam na mochila da forma mais rápida e prática que eu já vi na minha vida. Perguntei-lhe logo qual era a mochila dela, e foi assim que conheci... A Boba.

Isto começa a tornar-se preocupante.

O Matias foi hoje à creche pela segunda vez (como depois da primeira ficou duas semanas doente, só hoje é que voltou). Seria de esperar que eu ficasse menos deprimida... Mas nop, acho que ainda fiquei pior.

Ter estado todo o dia de urgência também não ajuda.

Estar sozinha em casa também não ajuda (deitámos o miúdo e o Pedro saiu para um jantar de Natal com os colegas de trabalho).

Plano de ataque: comer uma tigela gigante do creme de cenoura que fiz ontem (a Jullie anda a subir na minha consideração), ligar um filminho e tentar não dramatizar. E repetir para mim própria várias vezes que o que tem de ser tem muita força.
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